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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Puro lixo

Hoje voltando a pé de um lugar qualquer, calçada não havia. Tinha sim muita grama verdinha. Foi o jeito, tive que andarilhar por cima delas. No caminho pouca gente, mas muito lixo. Alguns nos latões, outros no chão. Uns fediam de longe, outros não exalavam odor.  

O problema é que, já pertinho de casa, eu tive que parar. A continuação da minha passagem estava interrompida por dois "tira-entulho" e, um sofá. Sim, um sofá azul três lugares, daqueles que o (ex) dono percebeu que não coube mais no arranjo da sua casa e resolveu decorar a rua. 

Ele continua ali, no aguardo do carro de lixo para carregá-lo. Pensei em tirar uma foto, tava bem decorativo, mas desisti, a foto não ia ficar boa, apesar do lindo pôr-do-sol. 

Bom, se o (ex) dono não gostou, posso eu dar minha opinião: Sofá feio e velho no meio da rua, suja a paisagem.

Ao (ex) dono só faltou o "GRAMOUR"...

Por Carol Moreno

terça-feira, 3 de abril de 2012

Poeminha de aniversário

Se eu acordo e não te vejo ao meu lado
Eu sinto frio
Se eu durmo sem seus braços me entrelaçando
Eu sinto mais frio

Se eu te vejo, aliás
Quando eu te vejo
Sim, toda e qualquer hora
Só sei me sorrir
Só me felicitar

Se eu te quero pra vida toda?
Que seja infinito enquanto dure?
Se você é o amor da minha vida?
Sim.

Estar com você é sempre um plasure
Estar sem você é inimaginável

Amo você do tamanho de um elefante azul-acinzentado...
Sei lá...

Sem descrições...

Por Carol Moreno

segunda-feira, 5 de março de 2012

Poeminha de Papel

Um dia foi assim
Nos conhecemos, ficamos
Nos namoramos, aí terminamos
Então nos voltamos
Nos noivamos e, enfim, nos casamos

Espera, perece-me que desse poeminha
Só não rimou alguma palavra solta no início
Mas nem tem problema
Foi essa falta de rima que nos iniciou

E hoje muito se tem de amor
Muito se tem de fervor
Muita Lua cheia pra inspirar
Tem no céu

E nesse dia lindo, nas águas de março
Só pra rimar, comemoramos nossas
Bodas de Papel


Por Carol Moreno

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para a coragem eu digo: "entre, a casa é sua"!!

O grito dos corajosos sempre passou por mim. Tal característica sempre foi alvo de admiração minha. Aquelas pessoas com sal, com coragem me intrigavam mais do que as outras!!

Ocorre que a primeira pessoa assim que conheci foi uma amiga que cantava. E ela dizia que ia querer cantar o resto da vida e que não estava nem aí se apoiassem ela ou não. Aquilo me enchia os olhos de orgulho porque, embora eu não tivesse a tal da coragem, eu tinha uma amiga que tinha a danada da coragem. E pra mim aquilo era o máximo.

Em seguida me veio outra amiga com uma coragem e tanto. Ela já tinha residido no Brasil todo acompanhando a família. Ela é precoce, muito à frente do tempo de cidade em que ela se encontrava. Ela batia no peito e dizia que fazia o que queria sempre. Nunca abria mão de nada por nada nem por ninguém. Aquilo me enchia os olhos de orgulho porque, embora eu não tivesse tal coragem, eu tinha uma amiga que tinha a danada da coragem. E pra mim aquilo era o máximo.

Posteriormente me veio uma amiga da minha irmã. Recém-chegada de outra cidade, parecia tudo novo. Ela pegava o violão e cantava à la Elis Regina. Ela era revolucionária e humanitária. Na telha, quando dava, arrumava as malas e ia em prol de alguma comunidade em estado de calamidade pública. Ela metia a mão na massa e ela cantava em barezinhos, em rodas de viola, falava inglês e de vez em quando era hippie. Aquilo me enchia os olhos de orgulho porque, embora eu não tivesse tal coragem, eu tinha uma conhecida que tinha a danada da coragem. E pra mim aquilo era o máximo.

Bem depois, me confrontei com a minha maior referência de coragem. É ele. Ele que está comigo todos os dias. O dia em que, quando apenas amigos, ele me disse que queria sair de casa pra morar sozinho, foi sua primeira demonstração de coragem na minha frente. Achei tão brilhante a ideia dele que armei um sorrisão e no dia seguinte estava eu lá com jornal e caneta na mão pra procurar o bendito apartamento. No início ele achava que eu tava brincando, mas quando é pra ver a coragem dos outros eu sou a primeira a me candidatar. Daí pra cá não lhe faltaram coragens e pra mim, vejam, me enchia os olhos de orgulho porque, embora eu não tivesse tal coragem, eu tenho um marido que tem a danada da coragem. E pra mim isso é o máximo.

Eu sou uma pessoa desprovida de coragem, talvez por isso eu admiro tanto isso em alguém. Mas um dia eu tive que tomar uma atitude assim. E tomei. Tomei com medo, claro. Os covardes sempre têm medo quando se metem à valentes. Aceitei me casar. Em seguida tomei minha segunda atitude digna de um guerreiro: mudar de cidade. Não olhei pra trás. Apenas aceitei e fui. Só digo que esta valendo a pena. O aprendizado é único.

Aqui tive a oportunidade de mudar alguns hábitos. Retirar de mim alguns medos. É muito valioso. Você sair pra viajar sem medo de acidentes. Você ir num bar sem medo do que pode acontecer. Você não ter medo de tomar banho após alguma refeição. Você simplesmente ter medo, mas dizer pra si mesma que não vai mais tê-lo e ter do lado alguém segurando a sua mão dizendo que vai dar tudo certo...

Realmente, isso tudo é muito valioso e atraente.

E no meu caminho eu só quero absorver o grito dos corajosos!!

Por Carol Moreno

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É dose, ops, doze!!

Ê meu amigo Charlie Brown
É de você que preciso agora.
Que ano velho hein?
Me faça um favor, então

Me traga um ano novo novo
Bom e cheio de alegrias
Novidades mais não, chega delas
Só quero um ano novo bom

Tranquilo, com paz e bem
Nada de inovações radicais
Só saúde, trabalho e família
Já está bom

Por favor amigo Charlie
Só não me vá errar na dose do pedido...

Que venha 2012, 12 meses de pura emoção!!

Por Carol Moreno

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bilhetinho na Geladeira

Ontem foi o dia da chegada
Do jantarzinho
Dos mimos
Bilhetinho na geladeira

Ontem foi o dia de matar a saudade
Saudade do tamanho de um final de semana
Foi dia de carinho
Dia do violão

Ontem ele pegou o violão
E me tocou "Bem que se quis"
Ontem foi o dia das (re)lembranças
Dos tempos de outrora

Ontem sim percebemos que somos
Essas coisinhas aí...

E ele ainda me acorda me chamando de princesa...


Por Carol Moreno

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Minha Cajuína

Teresina tem cheiro
Cheiro do carro da amiga
Cheiro de mar
Cheiro de calor
De McDonald's

Tem cheiro de domingo parado
Cheiro de casa bagunçada
De irmãs, sobrinha, mãe
Tudo junto falando ao mesmo tempo
Tem cheiro até de cajuína

Tem gosto também
Gosto de muitas pessoas
Pessoas boas, educadas, gentis, amigas...
Tem gosto de acampamento
De combinações e espetaculares companhias

De tanto existir cada coisinha que marca
Descubro que não é a cidade em si
São as pessoas minhas que me marcam

E delas eu sinto muitas saudades...

Por Carol Moreno

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Onde os fracos não têm vez..."

Eu hoje estou de vida nova. Bem nova, por sinal!
Estou formada e, felizmente, devidamente, carinhosamente casada.
O meu marido é simples. Agradá-lo é a coisa mais fácil que tem. Em contrapartida, desagradá-lo não é tão difícil.
Dele adquiri a coragem, a determinação, a força de vontade, o carinho, a simplicidade e o sobrenome.

Saí da minha terra e vim aventurar pela beira do lago Paranoá!
O clima aqui é seco, frio, ensolarado. Os nativos são relativamente frios, os de fora calorosos. Encontrei pessoas de Teresina (afinal de contas, Teresina é um ovo!), de Minas, São Paulo, Ceará, Acre, Rio, Mato Grosso, de absolutamente todos os lugares do Brasil, e isso é bom!!

E assim eu vou. Tenho metas, objetivos, sonhos, desejos. Vou caminhando com a saudade aqui do lado e a concentração na cabeça e na ponta da caneta!

Isso não é pra quem quer, nem pra quem pode, acredite, é pra quem tem CORAGEM!!

À volta ;)


Por Carol Moreno