sábado, 17 de agosto de 2013

Naquele Mundo Perfeito!

Há um ditado popular que diz: "As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm."

Aqui a gente não tem as melhores marcas, os melhores móveis, mas sabemos fazer o melhor que a gente pode com o que temos. A melhor marca de roupa do mundo não seria suficiente se não tivéssemos elegância e classe no trato com a vida. O melhor sofá do mundo não seria suficiente se não pudéssemos colocar os pés nele sempre que quiséssemos. O mais caro dos fogões nunca seria suficientemente bom se não usado para preparar delicinhas. Ele serviria tão somente como mesa decoradora da cozinha. A melhor mesa do mundo não seria interessante se você não sabe partilhar as refeições...

De tanta preocupação com o verbo "ter", de tanta atenção dada ao materialismo, por vezes se esquece que coisas não unem, não acrescentam e só decrescem a conta bancária. Pessoas sim, essas criam laços, elos e te dão uma bela cota de alegria na vida. 

Num mundo perfeito amaríamos mais e materializaríamos menos!

Por Carol Sousa
  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu escolhi andar de chinelo!

Quem foi que disse que nessa vida eu não posso jogar futebol? Quem disse que eu não posso lutar karatê? Quem disse que eu não posso dirigir um carro "feito um homem"? Quem disse que eu não posso ser vira casaca? Pois tanto pode que sou uma, senão veja: já torci para o São Paulo, Flamengo e agora tenho simpatia pelo Fluminense. Posso? Sim!

Quem foi que disse que só porque eu não sou afinada não posso cantar? Quem disse que eu não posso andar sem maquiagem, unhas desfeitas, de jeans e chinelo? Quem disse que eu não posso jogar um divertidíssimo game de tiro? Quem disse que eu só sou mulher se eu for florzinha? Quem disse que eu não posso fazer fotografia, música, jornalismo e direito ao mesmo tempo? Não, calma, não é pra fazer bem feito. É só pra fazer. É só pra estar ali dentro, sentindo na pele, dos pés à cabeça, aquilo que me traz felicidade!

É só uma questão de escolha. Se gostas de andar de unhas bem feitinhas, ande. Desde que aquilo te traga paz e bem. Não por obrigação. Ande pelado espalhado pela rua, ande! Porque não? Tire a roupa e coloque as "alpercatas". Sim. Porque não? É só se jogar e se sentir livre exatamente naquilo que quer fazer. Qualquer coisa que seja. O máximo é ser chamado de "louco". 

E quem foi que disse que o mundo dos "loucos" não é bom? Talvez o melhor mundo do mundo!

Por Carol Sousa 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

De como o Alemão me ensinou sobre liberdade!

Um dia com uma turma resolvemos viajar para acampar. Fomos acampar num sítio. Sítio do Bosco. Passamos uma noite linda. Na manhã seguinte resolvemos aventurar. Fomos ao sítio vizinho. Sítio do Alemão. Lá deparamos com um senhor de barba bem branca, sentado numa cadeira de sei lá o que, se balançando e com um Ipad na mão. Confesso que estranhei aquela tecnologia toda num lugar tão rústico, mas vá lá, já era século XXI. Não fomos recebidos calorosamente (ele devia estar muito entretido com o Ipad), mas o "bom" velhinho nos indicou o caminho a ser seguido, com apenas uma observação: "Tomem cuidado".

Seguimos todos, oito, por um caminho estreito, tortuoso e cheio de pegadinhas. Fomos brincando, conversando, empurrando-nos, enfim, uma caminhada divertida de mais ou menos dez minutos. Ao seu final de repente chegamos em um espaço bem pequeno, capaz de comportar pouco mais do que cinco pessoas, e logo à frente um abismo. Sim, abismo dos maiores que eu já vi logo embaixo dos nossos pés. Daqueles que quando você está diante você se sente pequeno, inseguro, agradecido e livre. Na hora dá vontade de pular só pra ver se voa, mas a razão logo age e não nos permite isso.

É dessa liberdade que eu tô falando. De você conseguir ser livre porque simplesmente quer sê-lo. Durante o caminho, durante as brincadeiras, um escorregão poderia um ou nós todos ter caído ali naquele abismo, mas estávamos tão livres de medos e maldades que Deus quis apenas que víssemos como é nos sentir daquela maneira. É grandioso. É espetacular.

Não digo que foi um passo para a humanidade, mas foi um grande passo pra mim. Ali eu estava aprendendo a me livrar de tudo que me causa(va) medo. 

Se livra você também! É legal, é divertido, é...li-ber-ta-dor!

Por Carol Sousa