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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu escolhi andar de chinelo!

Quem foi que disse que nessa vida eu não posso jogar futebol? Quem disse que eu não posso lutar karatê? Quem disse que eu não posso dirigir um carro "feito um homem"? Quem disse que eu não posso ser vira casaca? Pois tanto pode que sou uma, senão veja: já torci para o São Paulo, Flamengo e agora tenho simpatia pelo Fluminense. Posso? Sim!

Quem foi que disse que só porque eu não sou afinada não posso cantar? Quem disse que eu não posso andar sem maquiagem, unhas desfeitas, de jeans e chinelo? Quem disse que eu não posso jogar um divertidíssimo game de tiro? Quem disse que eu só sou mulher se eu for florzinha? Quem disse que eu não posso fazer fotografia, música, jornalismo e direito ao mesmo tempo? Não, calma, não é pra fazer bem feito. É só pra fazer. É só pra estar ali dentro, sentindo na pele, dos pés à cabeça, aquilo que me traz felicidade!

É só uma questão de escolha. Se gostas de andar de unhas bem feitinhas, ande. Desde que aquilo te traga paz e bem. Não por obrigação. Ande pelado espalhado pela rua, ande! Porque não? Tire a roupa e coloque as "alpercatas". Sim. Porque não? É só se jogar e se sentir livre exatamente naquilo que quer fazer. Qualquer coisa que seja. O máximo é ser chamado de "louco". 

E quem foi que disse que o mundo dos "loucos" não é bom? Talvez o melhor mundo do mundo!

Por Carol Sousa 


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Flores.

Para que eu possa viver de amores
Eu preciso saber regar as flores

Para que eu possa viver todos os amores
Não só regar as flores, mas cuidar do jardim inteiro

E agora se eu não sei cuidar de flores?

Silêncio!

Texto: Carol Sousa

Surdez.

Dia desses tive a vaga sensação
De que eu não sabia escrever
Pelo tempo que aqui não pisava
Me senti meio vazia, meio surda

Ainda tentei para ver
Se não era ilusão
Mas vejam, nada saiu
Continuei meio surda

Outro dia pisei aqui de novo
E nada me saiu da memória
Mesmo com voz alta, não adiantou
Me senti, além surda, muda!

De tanta surdez imginei que
Pudesse eu falar sobre
Sairam esses versos
Mas ainda tenho medo

Essa surdez grita todos os dias na minha mente - e é insuportável!!

Texto: Carol Sousa

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pétala

Estive pensando em como são as famosas "voltas que vida dá" no quesito coração. Engraçado o que acontece quando se tem um ex-namorado. Quando ele vai embora, vai a sua existência. É aquele também famoso, período da fossa. É nesse período que você pensa não existir mais sangue, alma, vida... É nesse período em que todos resolvem aparecer para te falar que isso passa. Que isso não vai durar mais que dois meses e que tudo vai dar certo, basta você entrar numa academia, dar um novo corte no cabelo e pronto. E você, lógico, tenta afogar todo mundo numa banheira pensando: "Como assim ela diz que vai passar? Ele sequer sabe o que eu estou sentindo. Isso não vai passar nunca seus loucos"!!

E o que acontece quando nesse momento você só enxerga o ex? O que fazer se nesse trágico momento você se produz brilhantemente linda e seu semblante é o retrato original da mais pura tristeza? O que fazer se ao sair de uma festa às quatro da manhã você não vai fazer outra coisa senão deitar a cabeça no travesseiro e borrar toda a maquiagem com uma cachoeira de lágrimas?

Mas sim. O tempo passa. E o que as pessoas "grandes" disseram em dias anteriores parecia ter sentido agora. É dia de esquecimento? Será? Pelo menos parece o fim do tormento. Nessa hora vem a outra voz ao telefone te chamando pela milésima vez para sair. Aí nessa hora tudo já parece ter sentido. Aceitar não só o convite, como também ser desejada, parece soar melhor e até agradável. Aí vem a primeira, a segunda, a décima e a trigésima saída. Aí vem os trinta pedidos de casamento. E os trinta "nãos". E tudo para. Para e entra a pergunta que não quer calar, mas cala: "já faz tanto tempo, porque o "não" ainda persiste?". A resposta vem em goles de conhaque+blues+lágrimas = ex!

Certo. Tudo bem que você ainda não tenha esquecido por completo o "finado fulano de tal", mas pelo menos a lembrança vem com menor impacto, vem com menos frequencia. Então você entende que é apenas uma questão de tempo mesmo tirar aquele rostinho antigo de dentro de você. Mas e a constância da presença? E o que fazer com ela? O danado é quando isso se torna rotina. É consenso: não dá. Com essa constância não dá para esquecer. E agora o que fazer se nem seu ele é mais? Se até de outra ele é? O jeito é permanecer na sua e mais uma vez recorrer aos goles de conhaque+blues+lágrimas. Uma lástima, mas é assim!

Mas aí um pedaço de tempo passa. E o que você faz? Retoma contato. Dessa vez diferente, bem diferente. Claro, todos dois, dois anos mais maduros, mais flexíveis, mais mais mais dispostos talvez... O reencontro é sempre mais saboroso. A volta é sempre mais prazerosa. Mas e quando ainda há um estranho entre tais? A desconfiança é o pior estranho que se pode habitar entre dois seres que se querem fazer em um só. Mas aí a hora é de conversar e esclarecer tudo para que nada vire como antes. As sensações estomacais desconfortáveis sempre existirão. As angústias também. E o amor também. Cabe a cada um dos dois saber o que lhe faz ficar ali por perto. Cabe a cada um dos dois tentar acertar ou pelo menos não errar os mesmos erros. Cabe a cada um dos dois falar, não calar. Cabe à eles amar. Só amar!

"Por ser amor, invade e fim..."

Texto: Carol Sousa

Aspas: Pétala - Djavan

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A culpa

Influenciar? Acredite, ainda não tenho esse poder.
Opinar sim. Isso eu faço e com prazer.
Não se preocupe que ela não age assim por qualquer palavra de negação minha
Ela (re)age assim por única e exclusica atitude moralmente vergonhosa da SUA parte.
Veja, SÓ sua!

Quer dizer então que ela está te fazendo de otário por você ter TRAÍDO-A? E não falo só da traição de pele, desejo, falo de TRAIR mesmo, DESLEALDADE, COVARDIA, essas coisas...

Pois bem, alegre-se! Para a tristeza dela, você conseguiu o que queria
Você acaba de perder a mulher que estava disposta a mover céus e terras por sua causa
A mulher mais pacífica e amorosa...
A única que vi pular de alegria com uma mensagem sua
A que estampa um sorriso no rosto só por saber que quem está ligando é você
Que estava disposta a mudar alguns hábitos de sua vida tranquila só pra te ver feliz

Me desCULPA, mas se alguém influencia ela a não te querer mais, esse alguém chama-se VOCÊ.
O burro e patético na histórinha é VOCÊ.
E VOCÊ, sim, é uma lástima!

Você sabia que ela conseguiu te aceitar mais de duas vezes mesmo você ainda sendo um grosso, ignorante e covarde? Sabia disso? Sabia que todas as pessoas dela consguiram tal proeza também, só pra vê-la feliz? Você não sabia né? Imaginei depois do que você fez...

Clichês à parte, todo mundo tem defeitos, mas também todo mundo recebe chances para consertá-los e se redimir. Pelo que me consta ela ja te deu pouco mais de 345 chances, você só não soube utilizar nenhuma.

Aliás, a única coisa que você ainda sabe fazer é transferir culpas...

Foi mal, mas o papel de otário não foi dela. Nem meu...

Texto: Carol Sousa

domingo, 25 de julho de 2010

Minha Poesia

Se eu fosse um caderno
Eu não teria linhas, mas entrelinhas...

E nessas entrelinhas eu veria escritas palavras sempre doces
Corretas
Lindas
e saborosas

Se eu fosse um caderno com entrelinhas e poesia escrita
Eu teria que ter um poeta para me escrever
Não só a sua história. Não só a minha
Mas a nossa linda - e às vezes trágica - história

Então, se eu fosse tudo isso, quem sabe o meu poeta não se virasse para mim e me chamasse de "Minha Poesia"...

Texto: Carol Sousa

quarta-feira, 7 de julho de 2010

e a música continua...

Não é sobre nenhuma imagem o post de hoje, mas estou ouvindo uma musiquinha tão doce, tão doce, mas tão doce que troquei o meu "banco da praça" de quase todas as noites por isto aqui...

Logo no início ela manda, em súplicas, eu sorrir... como não se sentir bem?

Ela diz também: "o mundo é bom, a felicidade até existe..."

Essa singela melodia misturada com essa letrinha pequenina e fofa me fez viajar em meus pensamentos. Fui lá no futuro mar e senti uma brisa suave. Fui dá uma voltinha lá no passado e pesquei uns risos deliciosos. Vim pra cá (pro presente) e pesquei outras alegrias fortes e maravilhosas e assim continuei... continuei pensando no que não foi, no que é (ou não é) e no que poderia ter sido...

No que poderá ser não dá pra pensar muito, afinal de contas é futuro. Dele não se sabe muita coisa. Não há muito o que especular. Só torcer para que seja lindo, com o mar, tranqulidade, sensação de paz, lua, pôr-do-Sol, e sim, dinheiro no bolso. Mas é bom não falar nem pensar nisso em demasia. Já disse, futuro é futuro.

A música parou.

Repeat.

"Agora uma canção, canta pra mim..."

Texto: Carol Sousa
Aspas: Tema de Não Quero Ver Você Tão Triste Assim - Marisa Monte e Erasmo Carlos

domingo, 27 de junho de 2010

Tenho os meus segredos e coisa e tal...

Não é que eu queira as melhores pessoas do mundo ao meu lado. Eu só as tenho.
Não é porque eu não tenho um amor lindo hoje, que eu não o tive.
Não é porque eu sou profunda, sensível, apaixonada pelas artes, que eu não posso ser ríspida, seca ou grossa... eu sou mulher, tenho TPM, poxa.

Não é porque eu quero ser artista, que eu vou ter que jogar pro ar todo o conquistado....
Não é porque eu tenho dias de tormenta, que eu não seja tranquila....
Não é porque eu ainda não ganhe o dinheiro suficiente para viajar, que eu vou chorar...

Não é porque eu estou crescendo, que eu não posso errar. Sou humana.
Mas também não é porque eu sou orgulhosa, que eu não possa pedir desculpas...
Não é porque eu fui magoada, que eu tenho que magoar... Eu só não quero mais me magoar.

Não dizem que a matemática está em tudo? A conta nem precisa ser precisa, senão vejamos: na música uma semínima é igual a 1 tempo; no amor um homem + uma mulher = uma só alma; na humanidade os povos formam um conjunto universo; na felicidade: a soma de momentos alegres é que vai dizer o quão feliz você foi durante a vida. Se essa soma der mais que dois, pronto. Já valeu a pena!!

A felicidade não está lá. Ela está aqui. A felicidade não é um fim. É um estado: ou você está feliz, ou você não está...

Não é porque eu não estou sorrindo agora, que eu não seja uma pessoa sorridente.
Não é porque eu não estou com você agora, que eu vou enlouquecer. Dessa loucura muita gente já experimentou. Reza a lenda que tem gosto amargo....

Não é porque às vezes eu disparo palavras cortantes, que eu realmente quero dizer aquilo...
Não é que eu não sei me expressar, eu só quero que entendam B por meio de A... Para mim é o caminho mais fácil...
Não é porque eu sou complexa, estranha e misteriosa, que eu não sei amar. Tenho os meus segredos...

Dentro de mim "há um lugar que eu guardo em segredo e só eu sei chegar..."

Texto: Carol Sousa
Aspas: Além do arco-íris

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos..."

Em uma conversa informal no terraço de um apartamento com uma amiga, eu cheguei à conclusão de que apesar do tempo passar para que nós amadureçamos, tem horas que a gente não cresce direito ou não aprende, sei lá... Tem horas que a gente parece tomar sempre a mesma atitude infantil diante dos acontecimentos vida afora. A impressão que dá é que a gente fica parado feito um "dois de paus" com cara de adulto chato, deixando de brincar só por causa deles (acontecimentos).

Não é que a gente tenha que deixar de achar graça nas coisas, só precisamos saber que as "nossas escolhas vão dizer para onde iremos". Não é que isso tenha que fazer de você o adulto mais chato e amargurado do mundo.

"Mas um dia acontece, (não adianta) a gente tem que crescer... (e encarar...)"

Crescer com graça, não de graça!!!

Texto: Carol Sousa
Aspas: Uma criança com seu olhar - Charlie Brawn Jr.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Como se escreve uma música?

Os milhares de dias que tentei - sem sucesso - escrever uma música foram regados de muito cansaço e desgosto.

Eu, definitivamente, não sei escrever uma música. Já arranjei um parceiro para tentar e nada. Também já tentei sozinha, e pior, nada MESMO. Já peguei violão, cavaco e violino e a danada da música não saiu. já peguei teclado, até pandeiro eu andei tentando e adivinhem vocês... nada né? não, nada.

O problema é um só: quando ouço algo do tipo: "desilusão, desilusão, danço eu, dança você na dança da solidão..."; ou: "vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser..."; ou mesmo: "te adoro e você vem comigo aonde quer que eu voe...". Pois é, quando ouço versos assim, só dá pra ter certeza de que esse dom comigo não nasceu, muito menos o adquiri em algumas rodas de viola. Então, à mim, me resta a aceitação.

Aí, andando um pouco, eu percebi que escrever músicas não é para qualquer um (consolo?). Músicas são sentimentos ritmados, são textos musicados, são desejos profundos envolto de uma tessitura musical bem trabalhada, bem dedicada, enfim, são declarações de amores, desamores, risos, choros, decepções, alegrias, traições e coisa e tal, ditas da forma mais harmoniosa, iluminada e lindamente "melodiada". Portanto, com isso eu decidi que não mais tentarei um ato desses, digo, escrever uma música. Simplesmente eu sentirei todo o som que vir a percorrer o espaço que vai do início ao fim, do ouvido até a minha alma. Se ele se refletir na minha pele causando arrepio, pronto. Já bastará. Já me sentirei realizada, purificada.

Fecha-se algumas cortinas... mas abre-se outras, e outras, e mais outras.... Ahh se abrem!!! (risos deliciosos)

A música não pára e o show só tem que continuar.... ;)

Texto: Carol Sousa

segunda-feira, 10 de maio de 2010

História, cada um faz a sua...

Se eu pudesse ter escolhido eu teria sido violinista. Se eu pudesse ter escolhido também, eu teria sido jornalista. O pior é que eu pude escolher... Não o fiz porque não quis, ou não tive coragem, sei lá.

O problema é que em vez de arregaçar as mangas e suar e lutar eu me acomodei. Dei uma de cansada, de "é isso que tem que ser" e fiquei.

Mas como eu sou mais emoção do que razão, eu não pude, nem por um espaço de tempo maior que um segundo, abandonar a minha arte, a minha parte, o que me cabe...

Eu aprendi a gostar do roteiro que eu escrevi para mim. Eu nunca aprendi a esquecer o que é intrínsseco à mim. Agora eu quero os dois até o fim. Agora eu quero, muito e amiúde, o que eu me dei de presente e o que Deus não permite que eu mude.

Um vai me dar o conforto financeiro. O outro a felicidade do mundo inteiro. Um é parte agregada o outro é essência. A parte agregada que é boa, essa ninguém te tira. E a outra? A essência? Essa que vem recheada de timbres, letras, sons, Vinícius de Moraes, Marisa Monte, blog's? Essa que vem sim, vem para mim em todos os segundo, minutos, dias? Essa que é um verdadeiro mundo doce e de harmonia? Essa ninguém ousaria tirar de mim, porque essa parte já sou EU.

E eu que pensei que a felicidade era pra onde eu tinha que ir, acabei descobrindo que vivo um pouquinho dela todo dia...

"Tenho dias felizes, mesmo quietinhos..."

Texto: Carol Sousa
Aspas: Autor desconhecido

segunda-feira, 29 de março de 2010

O conhaque, o bar e o jazz...

Engraçado como, mesmo isso não fazendo parte da sua vida, do seu dia-a-dia, às vezes só queremos um conhaque, uma mesa de bar, um ambiente meia-luz regado à um jazz meia-boca, daqueles assim, que fazem você recostar na cadeira e pronto. Ficar ali até...

Eu nunca fui à um bar desse estilo. Eu só ouço jazz em casa ou no carro. Eu sequer bebo conhaque. Mas também, não necessário uma explicação dos porquês agora.

Eu, quando dentro de mim, descubro muito mais coisas lindas do que em qualquer outro momento. Eu, dentro de mim, fico sabendo mais de mim mesma do que eu sabia ontem. Eu, dentro de mim, gosto mais de mim mesma do que qualquer outra pessoa. Eu, dentro de mim, especulo muito mais coisas e causos do que quando estou fora de mim mesma. E isso é bom, é grandioso, atraente. Essa análise é sensivelmente interessante.

Pois bem, são nesses momentos, já disse, de bar, meia luz, jazz, que nos encontramos, que damos um tapinha no ombro da vida, que buscamos novos caminhos, novas escolhas, novas pessoas.

São nesses momentos aí que fazemos do msn o nosso bar, e acabamos pescando uns amigos para brindar o conhaque, e falar de si por meio de metáforas, e falar das coisas engraçadas, estranhas e normais que acontecem na vida das pessoas. Aí esses "uns amigos" te dizem que amor e tempo estão postos num gráfico, onde são tragicamente inversamente proporcionais. E eu não acredito nessa teoria, mas ele insiste em expor porque o momento em que ele se encontra é desses aí, de conhaque, de jazz, de mesa, enfim... Aí ele diz que certa música é linda, que sente saudade de casa e que o mais rápido possível quer voltar pra rever família.

Eu ofereço um vinho e norah jones para brindar a nossa conversa de mesa de bar online. E ele me oferece jorge aragão, onde o cantor manda a gente "deixar de lado esse baixo astral...". Tomamos para nós essa idéia, afinal de contas o bar está fechando, e isso não tem que durar mais que uma noite.


Texto: Carol Sousa

segunda-feira, 22 de março de 2010

Metaforizando a goiabinha...

Diz uma lenda que uma garotinha, certa noite, ao passar em uma rua, avistou um pé de goiaba.
Tudo bem, nada de anormal.
Chegando perto ela percebeu uma goiaba em especial, porém ainda verde.

Mas a goiabinha de tamanho médio estava um tanto quanto distante do alcance de suas mãos. Nem que ela quisesse, por mais que tentasse não conseguiria colhê-la, nem mesmo com o auxílio de uma vara, não naquele momento.

Olhando mais atentamente, descobriu na goiabinha algumas marcas. Talvez algum bichinho, na tentativa de se alimentar tenha feito isso. Talvez não também, vai saber... O fato é que a goiabinha de tamanho médio estava lá com um "sorrisão lindo" estampado, talvez na espera de que amadurecesse pra cair e ser abocanhada, ou mesmo esperando alguém com uma "vara" maior que a da garotinha para tirá-la dali.

Incrível, que dali de onde ela estava dava pra sentir um cheirinho tão bom de goiaba, tão bom que era só fechar os olhos para aquele cheiro viajar em seu pensamento.... "Mas deixa, está tudo bem mesmo. Deixa ela lá porque em goiaba verde não se mexe, tem que amadurecer. A hora ainda não é essa" - pensou a garotinha.

Finaliza a lenda que a garotinha queria sentir esse cheiro pelos próximos cem milhões de anos. E sentiu...hehehe

Engraçado que essa noite passei por um pé de goiaba...

Texto: Carol Sousa