Imaginem vocês a cidade dos restaurantes, onde se pode encontrar a - quase - qualquer hora do dia ou da noite um local para se entregar aos prazeres da gula.
Pois bem, nesse cenário ousou ser aberto um restaurante, ou melhor, um ponto para happy hour, de comida genuinamente árabe.
Lugar bonito, harmonioso, iluminado, só que engraçado, não tinha dono, nem gerente. O que constava no local eram apenas os garçons e alguns que se diziam estar ali para "dar uma mãzinha". Ok!! Até aí tudo bem, não fosse a extrema desorganização do local. Digo, em tudo. Tudo mesmo.
A começar da comanda: papel branco com vários e mirabolantes pedidos individuais. Tá. Até aí nada de tão grave. E o fato de a comanda não ser entregue ao cozinheiro?? Problema, ham? E dos grandes, considerando a quantidade de pessoas que constava na minha mesa: 07. Cada um sabendo exatamente o tamanho da sua fome e sua ira. Com vontade e direito de voz. Ponto negativo, lógico para a "capital da Arábia Saudita".
O pedido não vem. O pedido de algumas outras mesas chega. Mas e o nosso? E o nosso que já estava aniversariando uma hora de feito? E o da mesa vizinha? E o da outra mesa? "Com licença, pedimos desculpa aos senhores, mas aconteceu um problema com o forno, em meia hora o pedido de vocês chega". Minha avó chegaria do interior em menos tempo, com certeza. "Ah! Aquele pessoal ali vai embora, vamos também. Não, calma, o meu chegou". Graças, parecia o fim do transtorno. Fim? Desculpe, me expressei errado. Estava começando.
Com os ânimos à flor da pele, engoli a parte que me cabia da comida e, com todos já de pé, levantei pra ir embora quando deparei-me com uma conta de míseros R$ 101,00 reais. "Pouco" pra uma mesa que conseguiu gloriosamente consumir seis esfirras, quatro sucos e dois refrigerantes. Imaginei logo que dali só poderíamos sair para uma delegacia, pois ja queriam nos obrigar a fincar nossas nádegas naquelas cadeiras afirmando que o pedido completo já estava pronto (de tão pronto, já passava do ponto, acredito). Mas não. Dessa barreira blindada conseguimos passar. Faltava a última: o caixa. Em pensamento: "é lá a hora da verdade. É lá. O dono vai estar lá e poderemos, enfim, dizer todos juntos e de uma vez por todas que ali era uma verdadeira desorganização...". Mas quando chegamos, a surpresa: não era o dono, nem a dona, muito menos o gerente. Meu Deus! Era um senhor com incríveis traços árabes que se dizia estar ali apenas para "dar uma mãozinha."
Deixa pra lá, então, as reclamações.
Chega de comida árabe.
Alívio pela saída. De volta ao ponto de partida. (risos)
Pois bem, nesse cenário ousou ser aberto um restaurante, ou melhor, um ponto para happy hour, de comida genuinamente árabe.
Lugar bonito, harmonioso, iluminado, só que engraçado, não tinha dono, nem gerente. O que constava no local eram apenas os garçons e alguns que se diziam estar ali para "dar uma mãzinha". Ok!! Até aí tudo bem, não fosse a extrema desorganização do local. Digo, em tudo. Tudo mesmo.
A começar da comanda: papel branco com vários e mirabolantes pedidos individuais. Tá. Até aí nada de tão grave. E o fato de a comanda não ser entregue ao cozinheiro?? Problema, ham? E dos grandes, considerando a quantidade de pessoas que constava na minha mesa: 07. Cada um sabendo exatamente o tamanho da sua fome e sua ira. Com vontade e direito de voz. Ponto negativo, lógico para a "capital da Arábia Saudita".
O pedido não vem. O pedido de algumas outras mesas chega. Mas e o nosso? E o nosso que já estava aniversariando uma hora de feito? E o da mesa vizinha? E o da outra mesa? "Com licença, pedimos desculpa aos senhores, mas aconteceu um problema com o forno, em meia hora o pedido de vocês chega". Minha avó chegaria do interior em menos tempo, com certeza. "Ah! Aquele pessoal ali vai embora, vamos também. Não, calma, o meu chegou". Graças, parecia o fim do transtorno. Fim? Desculpe, me expressei errado. Estava começando.
Com os ânimos à flor da pele, engoli a parte que me cabia da comida e, com todos já de pé, levantei pra ir embora quando deparei-me com uma conta de míseros R$ 101,00 reais. "Pouco" pra uma mesa que conseguiu gloriosamente consumir seis esfirras, quatro sucos e dois refrigerantes. Imaginei logo que dali só poderíamos sair para uma delegacia, pois ja queriam nos obrigar a fincar nossas nádegas naquelas cadeiras afirmando que o pedido completo já estava pronto (de tão pronto, já passava do ponto, acredito). Mas não. Dessa barreira blindada conseguimos passar. Faltava a última: o caixa. Em pensamento: "é lá a hora da verdade. É lá. O dono vai estar lá e poderemos, enfim, dizer todos juntos e de uma vez por todas que ali era uma verdadeira desorganização...". Mas quando chegamos, a surpresa: não era o dono, nem a dona, muito menos o gerente. Meu Deus! Era um senhor com incríveis traços árabes que se dizia estar ali apenas para "dar uma mãozinha."
Deixa pra lá, então, as reclamações.
Chega de comida árabe.
Alívio pela saída. De volta ao ponto de partida. (risos)
Texto: Carol Sousa
4 comentários:
eu "odeio" todos vocÊs! rs
Tem gente que saiu odiada de lá! kkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkk... o D, nem ganhar no bingo nem comida árabe, que tal um sanduíche apimentado? morriiii... hahaha...
É minha filha, é essa a vida de quem tem dúvida demais...heheheheehe
:)
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