Se eu pudesse ter escolhido eu teria sido violinista. Se eu pudesse ter escolhido também, eu teria sido jornalista. O pior é que eu pude escolher... Não o fiz porque não quis, ou não tive coragem, sei lá.
O problema é que em vez de arregaçar as mangas e suar e lutar eu me acomodei. Dei uma de cansada, de "é isso que tem que ser" e fiquei.
Mas como eu sou mais emoção do que razão, eu não pude, nem por um espaço de tempo maior que um segundo, abandonar a minha arte, a minha parte, o que me cabe...
Eu aprendi a gostar do roteiro que eu escrevi para mim. Eu nunca aprendi a esquecer o que é intrínsseco à mim. Agora eu quero os dois até o fim. Agora eu quero, muito e amiúde, o que eu me dei de presente e o que Deus não permite que eu mude.
Um vai me dar o conforto financeiro. O outro a felicidade do mundo inteiro. Um é parte agregada o outro é essência. A parte agregada que é boa, essa ninguém te tira. E a outra? A essência? Essa que vem recheada de timbres, letras, sons, Vinícius de Moraes, Marisa Monte, blog's? Essa que vem sim, vem para mim em todos os segundo, minutos, dias? Essa que é um verdadeiro mundo doce e de harmonia? Essa ninguém ousaria tirar de mim, porque essa parte já sou EU.
E eu que pensei que a felicidade era pra onde eu tinha que ir, acabei descobrindo que vivo um pouquinho dela todo dia...
"Tenho dias felizes, mesmo quietinhos..."
Texto: Carol Sousa
Aspas: Autor desconhecido
Um comentário:
Sua essência!!! lindo texto Rol!!!
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