domingo, 25 de março de 2012

Sonhos Lúcidos

Já era madrugada
Ela saiu de casa pelas ruas
Dizia que iria atrás de um corpo sem alma
Um desalmado que pudesse amá-la
Na calma, também sem alma
Algo desconexo
Em plena conexão com o seu próprio universo
Seu próprio ego

Egocêntrica
Trépida
Trêmula
Suas mãos tremiam
Não se sabia se de frio ou dor
Era madrugada e do seu lado de fora
Só frio
E do seu lado de dentro calor, ardor, amor

Por quem? Ainda não se sabia também
Era o tal corpo desalmado que ela queria encontrar
Quis e quis tanto e tanto que se perdeu pelo caminho
Mas o amor tem dessas
Te prega peças que sem você procurar
Sem precisar sair pela madrugada
Ele te chega
Não bate à porta, vem com corpo, alma e foda!!

Como num susto ela acordou do sonho
E descobriu que seu amor, corpo e alma
Ainda estavam ali... exatamente do seu lado

Alívio suspirado...

Por Carol Moreno

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