É um sentimento que quando se experimenta, descobre-se que é o mais amargo que há. E não, não tem nada que você faça. Nenhum sorriso que você dê vai fazer com que todos ao seu redor acredite que você realmente esteja feliz. E não, também não adianta olhar pro chão como quem quer desviar o olhar acreditando que ele está olhando pra você. Essa é a pior. Não adianta conversar mostrando a alma de tanta gargalhada que se dá. Nada vai adiantar. Todo mundo ali vai tentar disfarçar e acreditar nas aparências só para ajudar.
E um jeito? Arruma um jeito. O que fazer, então? Ah, para isso não há muito segredo. Para esse tipo de situação nada melhor do que o álcool como único e excelente companheiro. Foi então que ela se entregou aos braços de "Morfeu" e bebeu. E muito nesse dia. Tanto que não dava conta de controlar seus olhos. Eles só fitavam o novo casal. E ela, claro, ficou de fora. Ficou no camarote, afinal ela era convidada especial. O mundo todo podia faltar, menos ela.
Ela não sabia mais se dançava samba ou tango. E nem queria saber. Queria mesmo era beber. E tanto que não dava conta de controlar de novo seus próprios olhos que teimavam em fitar cada passo, movimento do casal novinho em folha. Estava atordoada. A sua mente não a deixava sossegada. Queria saber a todo instante quem era aquela, porque aquela, como assim aquela e, só pra rimar, porque não ela.
Enfim, já é hora de acabar. Sem saída, naquele velho beco escuro daqueles que estampam os filmes americanos ela andou. Distraída, ou simplesmente traída, só queria ter experimentado o doce veneno de aparecer no meio da festa mais magnífica do que nunca e do que todos, mostrando que deu a volta por cima e pedindo a Deus que o patife soltasse aquela e viesse ao seu encontro, como naqueles também filmes americanos...
Foi tudo pressentido? Foi tudo dito? Pelo sim ou pelo não, o que fica sempre é o medo. Medo de não dar conta da dor, que de tão imensa busca desesperadamente um sorriso, nem que seja daqueles meio forçado, amarelado...
Foi tudo pressentido? Foi tudo dito? Pelo sim ou pelo não, o que fica sempre é o medo. Medo de não dar conta da dor, que de tão imensa busca desesperadamente um sorriso, nem que seja daqueles meio forçado, amarelado...
E ela só queria, com ele, falar de amor...
"A gente ri, a gente chora e comemora um novo amor...".
Por Carol Moreno
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